Coronavírus e os reflexos na bolsa de valores brasileira

No Brasil, a abertura dos mercados após o feriado prolongado de carnaval foi pautada pelas incertezas relacionadas ao COVID-19. É certo que a bolsa de valores brasileira represou o aumento da aversão ao risco registrado nas bolsas internacionais e, no momento (26/2 às 15h30m), o Ibovespa registra queda de 5,87%, atingindo os 106.952 pontos.

No pano de fundo temos que os players de mercado temiam, antes do evento do Coronavirus, um desaquecimento da economia global impulsionado pela redução do consumo. Desta forma, o novo surto potencializou a aversão ao risco, culminando em uma corrida para portos mais seguros, como o dólar e os treasures norte-americanos.

Os dados são contraditórios na medida em que a comunidade científica atenua os acontecimentos em contraponto às notícias que elevam os temores de um impacto elevado no crescimento global. Na verdade, o arcabouço de informações disponíveis nos parece falho e, se os dados forem fidedignos, a taxa de mortalidade é inferior ao surto de H1N1 registrado em 2017, com 48,8 milhões de infecções, 959.000 hospitalizações e 79.400 mortes. No caso do Coronavirus, a taxa de cura é bem elevada, mesmo que não exista vacina. Com isso, nos remetemos às questões macroeconômicas, dado que a possibilidade de uma recessão global havia sido descartada após o acordo comercial EUA-China celebrado em 15/01.

Na prática, os analistas de valores estão revisando as taxas de crescimento para baixo, em razão de fábricas paradas, problemas com suprimentos e pressão inflacionária. Ademais, a fraca recuperação dos emergentes completam o roll de incertezas.

Por fim, ressaltamos que os investidores de longo prazo, com foco em dividendos, devem ter cautela, considerando que os juros no Brasil estão na mínima histórica e que o país caminha para o reequilíbrio das contas públicas.

 

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