Mercado tem dia de alívio em meio à crise do coronavírus

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo registrou alta de 9,69% a 69.729 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 25,5 bilhões.

Mercado teve um dia de alívio em meio a notícias menos negativas sobre a pandemia do coronavírus e os investidores se animaram com a chance de aprovação no Congresso americano do pacote de US$ 2 trilhões para enfrentar os efeitos econômicos da crise. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo registrou alta de 9,69% a 69.729 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 25,5 bilhões nesta terça-feira (24/3). Em Nova York, o índice Dow Jones saltou 11,37% em seu melhor pregão desde 1933, enquanto o S&P 500 avançou 9,38% e Nasdaq teve ganhos de 8,12%. Na Europa, a Bolsa de Valores de Paris apresentou alta de 8,39%, já a de Londres subiu 9,05%.
Na Coreia do Sul, o governo anunciou um pacote de US$ 80 bilhões para reaquecer a economia. Já no Japão, o Softbank anunciou um programa de recompra das suas ações de US$ 41 bilhões, o dinheiro será usado para pagar dívidas e a transação deu impulso ao índice Nikkei-225 da Bolsa de Tóquio. A China informou que está se preparando para afrouxar o bloqueio a Wuhan, que foi o epicentro da pandemia e o governo permitirá viagens na província de Hubei. Ontem, o Federal Reserve (banco central americano) já havia anunciado uma série de medidas complementares, em nova tentativa de restabelecer a confiança dos investidores após o corte de juros.
A bolsa brasileira seguiu a movimentação dos índices americanos, que ganharam força depois que a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, afirmou que há um otimismo real no Congresso de que está próximo o acordo entre a bancada Democrata e Republicana para a aprovação do pacote de estímulos econômicos. “Tivemos também declarações do Trump bem focadas na questão do emprego, ele disse que faria de tudo para salvar o emprego em níveis razoáveis. Todas essas notícias colaboraram mudar o ânimo, o mercado entendeu isso tudo como muito positivos e o mundo inteiro acabou reagindo positivamente”, afirmou o economista e sócio da Veedha Investimentos, Rodrigo Moliterno.
O otimismo também refletiu no câmbio, o dólar comercial registrou depreciação de 1,12%, cotado a R$ 5,08. Para os analistas a leve desvalorização da moeda perante o real acompanha o movimento de reentrada de recursos e diminuição da aversão ao risco que leva a corrida por dólar. A política mais incisiva de intervenções pelo Banco Central também corrobora com uma menor aversão, refletindo nesse movimento.
Para o economista da BlueMetrix Ativos, Renan Silva, ainda é muito cedo para comemorar algo. “É um movimento marginal e corretivo. Assim como a bolsa, o dólar também teve seus picos principalmente aversão ao risco também e a medida que isso diminui os gestores começam a vender dólar para comprar bolsa, essa dinâmica de correlações inversa podem ocorrer e esse comportamento refletiu essa noção de piso para retomada mais à frente. Mas lembrando sempre que não chegamos ao ápice contágio no Brasil notícias podem ocorrer e o dólar voltar a subir, mas não na mesma intensidade”, reforçou.
No cenário doméstico foi divulgado o índice das vendas no varejo, que caíram 1% em janeiro em relação a dezembro segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com janeiro de 2019, o comércio varejista cresceu 1,3%, bem abaixo da expectativa mediana dos economistas, que apontava para um ganho de 2,5% na comparação anual. Na base mensal a projeção era de queda de 0,6%. Mesmo sem compilar ainda os impactos da crise do coronavírus no número, o resultado já apresenta um tom dos novos dados que devem vir pela frente.

Matéria publicada em 25/03/2020 pelo Correio Braziliense.

 

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